Eu preciso desesperadamente te dizer

Eu preciso desesperadamente contar para alguém tudo o que eu sinto por você. Estou desesperadamente precisando sentar em um banco de praça qualquer e descrever em detalhes para alguma velhinha estranha sentada ao meu lado o quanto você é maravilhoso.
Não importa quantos caras bonitos e geniais eu encontro ao meu redor, não importa todas as coisas boas que eles têm para me oferecer, eu quero você. Será que ela vai entender? Eu me apaixonei pela sua bagunça. Na verdade seu sorriso me bagunça ao mesmo tempo que sua voz me acalma e seu olhar me faz achar o caminho certo, que talvez seja o errado.
Às vezes eu paro e penso o que se passa na sua cabeça quando meu olhar pousa no seu. Dá para disfarçar? Dá para não saber? Dá para não ler em mim todas as linhas que tem seu nome?
Eu não tenho dito isso em voz alta já faz um tempo, mas me deu uma vontade de confessar para você. Para minha mãe. Para meu antigo professor de português. E para o mundo.
Eu amo você, de uma maneira que eu nem sei explicar. Amo desesperadamente, mas eu posso esperar o seu tempo. Então demore o tempo que for, o tempo que precisar.
É claro que eu vou sofrer, vai doer, vou chorar, vou ficar brava, rabugenta, colecionando amores frios, mas eu sei que na hora certa a gente vai se encontrar. Na esquina entre a sala e a cozinha indo preparar um café e aí seremos finalmente desesperadamente “nós”.
Mônica Monteiro é  feminista, jornalista, vegana, escritora de livros inacabados, viciada em café, apaixonada pela Jane Austen e vida louca.
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